Episódio X
Published by Vilser Vaittim under on 13:09
o castelo de Glaxus as coisas não iam bem... Os invasores que habitavam a ilha, lá moravam a muitas gerações. Ninguém que habitava Ozen, mesmo os descendentes de estrangeiros, conhecia o clima rude do inverno europeu que estava invadindo a ilha. No máximo, alguns até ouviram falar, mas somente de histórias sobre seus antepassados. Pois do mesmo modo que era difícil entrar na ilha, também era difícil sair dela. Mas a eterna primavera teve fim. A tempestade varreu o bom clima e despreparados para uma mudança climática tão rápida e severa, boa parte da população, inclusive os soldados, adoeceu.E por ser um povo extremamente pacífico e protegidos pelos Elfos, os Ozins, habitantes mais antigos de Ozen criaram um castelo que não fora projetado para defender-se de grandes guerras, invasões ou tempestades. O exército de Eibe servia somente para manter a ordem e a lei entre os Ozins. Por isso foi fácil para Glaxus e o exército de Henry, provenientes de uma Europa habituada a guerras, mesmo com poucos soldados, derrubar o pai de Eive do trono e o assassinar.
Após a morte do Rei Eibe, Glaxus começou obras de reforma no castelo para torná-lo mais forte, seguro e resistente. Mas Glaxus não conseguiu concluí-las. A tempestade derrubou torres do castelo e muitos vilarejos ao seu redor foram destruídos. Animais de criação morreram e plantações foram arruinadas. A população estava fragilizada e desesperada.
O exército conseguiu manter a ordem somente através de muita violência, mortes e pancadaria. E, para desgosto do Rei, soldados fiéis à Glaxus que ainda procuravam pelo corpo de Eive, o encontraram bem vivo, junto a um exército de quinhentas pessoas avançando em direção ao castelo. Assim que foi avisado, Glaxus não sabia se seria prudente permanecer e fechar as portas de um castelo que já demonstrara ser tão vulnerável.
Preparou cavalos e cavaleiros para sua filha e os mandou em direção do castelo de Henry, seu irmão do Leste, para que ela não pudesse ser atingida pela guerra. Glaxus ordenou ainda que alguns soldados permanecessem no castelo e ateassem fogo a tudo e a todos, caso perdesse a batalha. A população Ozen, fraca e doente, só pôde aguardar por seu destino. Em poucas horas, Glaxus organizou seu exército, e mesmo com muitos soldados gripados e fragilizados pelas dores e febres desconhecidos para a maioria deles, seguiu na direção de Eive.
...
Quando o dia estava pela metade, os exércitos de encontram num vale. Eive e Ekin planejaram o local. Na outra borda do vale, estava Glaxus e seu exército. Um grande silêncio pairava sobre o vale. Eive gritou, e por causa da sua posição estratégica, sua voz ecoou entre as montanhas, e Glaxus pôde ouvir claramente:
- Estrangeiros, abandonem o Castelo Gni e retornem à sua parte da ilha, deixem os ozins em paz para viver a sua vida.
E coube a um soldado de Glaxus subir ao topo de uma das montanhas e gritar:
- Você não manda em nós, se quer o castelo terá que vir buscar!
Poucos minutos depois, ouve-se uma corneta. E um bloco de soldados do príncipe avançou, descendo o vale, com escudos a postos. Os arqueiros de Glaxus posicionaram-se entre as montanhas e prepararam-se para alvejar o exército ozin. Mas a chuva tornou o piso das montanhas escorregadio, e as montanhas tornaram-se verdadeiras armadilhas de lama e pedra.
Muitos soldados caíram das montanhas que formavam abismos, denunciando as posições que arquitetavam tomar. Os arqueiros de Eive alvejavam os arredores.
E muitos mais soldados arqueiros de Glaxus foram atingidos nas montanhas e caíram.
Desesperado por não ter posições para alvejar flechas, Glaxus mandou seu exército em direção ao de Eive. Muitos caíram alvejados por flechas. Mas muitos ainda estavam em pé, agüentando e avançando em direção do príncipe em nome do que acreditavam. O encontro e o corpo a corpo foi forte e sangrento. Infelizmente, alguns soldados do exército de Eive, que ainda não estavam preparados o suficiente, capitularam aos soldados mais experientes de Glaxus.
O número de baixas estava aumentando dos dois lados, mas os soldados de Eive conseguiam posicionar os soldados de Glaxus onde eles queriam, no centro do vale. Assim que todo o palco de guerra estava localizado no centro do vale, quatro luzes flamejantes, mais reluzentes que o brilho do Sol abria espaço por entre a neblina.
Eram quatro clavas inflamadas, que flamejavam um brilho meio amarelado, meio azulado, que parecia ser o mais puro fogo. Estas armas estavam nas mãos dos Quatro Guerreiros Mágicos, que, sobre seus cavalos, avançavam com toda a sua fúria em direção ao campo de batalha.






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