Episódio III
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A HISTÓRIA DE EIVE
kin ainda não estava acreditando no que fizera naquela noite. Desde que se tornara um guerreiro, tornou-se um especialista em chupar pau. Aquilo o assustava. Queria não sentir falta de mulheres, mas isso era completamente diferente de ter que chupar uma pica toda vez que conhecesse um cara. Ficou pensando que Eive talvez o achasse um degenerado, tamanho profissionalismo com o qual chupou sua rola... Naquela manhã, mal levantou, Eive começou a preparar uma trouxa de roupas, providenciando algumas para Ekin.O viking perguntou:
- Para onde vamos?
- Não posso ficar muito tempo num mesmo local, os soldados estão sempre atrás de mim, preciso encontrar com os demais “resistentes”.
- Certo, talvez no caminho, você consiga me explicar onde estou, e talvez encontremos alguém que saiba o caminho da minha casa.
Antes de tirar a pedra da frente da caverna, Eive perguntou, com um sorriso bem safado nos lábios:
- Tem certeza de que não quer tomar um café da manhã? – Segurando firmemente seu pinto por cima da calça.
Ekin estava com vergonha, por causa da criação que teve, e com medo de transformar aquilo num vício, respondeu, de cabeça baixa, sem graça:
- Melhor não.
E seguiram floresta adentro. No caminho, Ekin explicou que era estrangeiro, onde ficava Frystborg, e quais eram os hábitos de seu país. E Eive narrou a história da Ilha de Ozen:
“Ozen é uma ilha que se situa no Mar do Norte da Europa. Segundo a história, havia muitos seres mágicos em todo o mundo: fadas, ninfas, pirilampos e outras espécies. Entretanto, as religiões cristãs e as novas religiões pagãs que cresciam pelo mundo proibiram o culto a estes seres, que precisavam destes rituais para existir. Então, os Elfos – como são mais conhecidos todos os seres mágicos, vieram de várias partes do mundo, e concentraram seu poder nesta ilha. Eles, e humanos fiéis aos seus rituais que os seguiram, elegeram o primeiro Rei desta ilha.

A longa distância desta ilha ao continente, o tamanho pequeno, a produtividade muito pequena de bens agrícolas e a inexistência de bens materiais como ouro e prata, por muito tempo afastou os olhos dos grandes reinos desta ilha.
Só que com o passar do tempo, ainda que sem querer, outros povos da Europa acabaram encontrando e se abrigando nestas terras, como romanos, ingleses, esquimós e até mesmo vikings.
Infelizmente, estes povos trouxeram consigo novas culturas e novas vontades. Por isso, a cinco gerações atrás, graças à incompatibilidade de vontades deste novo povo formado por estrangeiros e do povo que aqui já existia, o reino de Ozen dividiu-se em dois: o Reino do Leste, e o Reino do Oeste.
O Reino do Leste é atualmente governado pelo Rei Henry, cujos antepassados foram levados ao poder pelos povos estrangeiros que aqui chegaram. O Reino do Oeste, este onde estamos, era governado pelo meu pai, o Rei Eibe, que ainda era representante dos antigos habitantes da ilha e, portanto, guardiões dos seres mágicos que aqui habitam...
São os seres mágicos que tornam a ilha de Ozen habitável, dando-a um clima ameno e de solo fértil. Como os rituais que mantém estes seres são condenados pela tradição cristã, os Elfos ficaram isolados na parte oeste, onde está a população que ainda fazia estes cultos. Inevitavelmente, houve uma intensa insatisfação e miséria vivida pelo povo do leste, o povo estrangeiro, já que o solo de sua parte da ilha nunca produziu muito, e os países de origem dos estrangeiros nunca se importaram com os descendentes desta região.
Para amenizar a situação de ambas as populações, há muitos anos atrás, foi feito um acordo.
Os dois Reinos de Ozen seriam unificados com o casamento de um filho do Rei Henry e de um filho do Rei Eibe, e o culto aos Elfos seria respeitado em toda a ilha.
Eu, Eive, sou filho único de meu pai, o Rei Eibe. Só que Henry também gerou somente um filho, homem, o príncipe Henck.
Em Ozen, pelas tradições do Reino Antigo, era normal o casamento entre dois filhos homens. Meu pai disponibilizou-me para casar com Henck.
Mas Henry, regente do povo estrangeiro, apegado a certos valores cristãos que são inúteis a paz entre as pessoas, decidiu exterminar meu pai. Ele considerou esta proposta um absurdo. O casamento de seu filho com outro homem era uma aberração, uma afronta a tudo que acreditava. Decidiu aniquilar também toda a cultura antiga, a cultura de culto aos Elfos e de respeito a todo o tipo de amor que possa existir, para que este tipo de proposta jamais seja feita novamente. Após a morte de meu pai, o irmão de Henry, Glaxus, tomou a coroa do Reino Oeste de Ozen, e pretende unificar o reino de outra forma: Casando sua filha com Henck.
Desde então, Glaxus me persegue. E ao me encontrar, quer dizimar o último remanescente do Reino Antigo.”
- Casamento entre homens? Isso é impossível. – Estranhou Ekin.
- Impossível para vocês, estrangeiros. Não para o povo que sempre habitou o Reino de Ozen. Aqui em nossa terra, muitos guerreiros casam entre si. É somente questão de gosto. Entre nós isso sempre existiu, ninguém nunca estranhou.
- Mas não há como gerar filhos destes casamentos!
- Quando se quer muito um filho, existem mulheres que aceitam ser contratadas. E geram um filho de cada pai, em troca de uma quantia em dinheiro.
- Isso é muito estranho. Bizarro até.
Ekin até pensou em fazer alguma ofensa. Mas, embora sentisse certo asco com aquela idéia que contrariava tudo o que sempre lhe fora ensinado, confortou-lhe a idéia de que, em algum lugar do mundo, poderia sentir o carinho e o afeto que bem entendesse, por quem bem entendesse. Exatamente como o que começou a sentir por seu mestre Ian.
E perguntou, agora preocupado com o amigo:
- E agora, príncipe? Você pretende fugir?
- Não. Há muitas pessoas que ainda estão do meu lado. E que defendem a idéia de que o Reino Antigo deve ser restaurado em Ozen. Devo me juntar a eles e formar um exército para depor Glaxus do trono.
- O ideal seria depor Glaxus e Henry. E afinal de contas, por que o tal Rei Henry simplesmente não anexou os dois reinos, já que já tinha assassinado seu pai?
- Porque Henry quer converter o povo antigo do Reino do Oeste aos seus valores, e proibir o amor entre dois homens. Quer deixar bem claro que a partir do casamento de seu filho, que em qualquer parte de Ozen só será possível a união entre um homem e uma mulher.
Após um dia inteiro de caminhada, Ekin e Eive estavam esgotados.
Encontram uma outra caverna, de origem vulcânica, com um pequeno e límpido rio de água quente dentro dela.
Eive acomoda suas coisas, e resolve tomar banho naquela água tão convidativa.
Começa a despir-se. Ekin evita olhar. Tem medo de sentir-se hipnotizado mais uma vez por aquele pênis. Apressa-se em tirar suas roupas antes de Eive e entrar no rio.
Eive observa Ekin entrar na água. Senta-se numa pedra à beira do córrego e ali permanece, nu, observando o viking. Ekin lava-se, procurando ficar de costas para Eive, para que seus olhos não o levam a cair em tentação. Eive observa os músculos e a força do forasteiro. Lentamente, o pinto de Eive começa a aumentar de tamanho ao ver aquelas nádegas tenras e rosadas. Com a ereção, o inevitável acontece. Seu pênis solta aquela baba quente e cheirosa.
Mesmo não olhando para trás, o estômago de Ekin o trai, respondendo com um ronco alto ao cheiro apetitoso. O bárbaro passara fome o dia inteiro. E sabia que aquela era a única fonte de alimento que conhecera naquela ilha.
Ekin olha para Eive com cara de quem está muito chateado com a situação. Eive olha para Ekin e em seguida abaixa a cabeça, olhando e pegando em seu pau. Cabisbaixo, com muita vergonha, Ekin aproxima-se. Eive abre as pernas, recepcionando o viking.
Como Eive disse que para os nativos daquela ilha aquilo não seria nada demais, Ekin cria mais coragem e chega bem perto. Eive, pega carinhosamente em seu pinto gigantesco, segurando-o como se oferecesse ao bárbaro.
Ekin fala baixinho, tremendo de vergonha:
- Posso?
- Será um prazer, pode ter certeza absoluta. – responde Eive, com a voz meio embargada. O príncipe não escondia que tinha muita vontade de ser chupado novamente.
E mais uma vez, Ekin suga o pinto de Eive. Aos poucos o creme vai fluindo, saindo lentamente. Ekin acredita que agora controlará melhor a vazão do líquido. Quando Eive goza, seu esperma sai com uma pressão pouco menor do que da última vez. Ekin consegue sorver todo o leite e matar sua fome.
Saciado, porém encabulado, Ekin pergunta:
- Eu sei que devia ter perguntado isto antes... Mas não há frutas ou animais nesta ilha. Por quê? Todos vocês se alimentam da própria porra?
- Não, como eu te disse, nossa terra é o último refúgio da magia no mundo. Mas, desde que os estrangeiros chegaram, os seres mágicos vêm perdendo força, já que o culto aos Elfos, segundo as tradições cristãs, deve ser proibido. Então, para tentar afastar os estrangeiros pelo menos de parte da ilha, para deixá-la inabitável, os animais e as frutas foram recolhidos e vivem escondidos. Por isso, essa floresta de árvores de folhas venenosas, conhecida como Floresta Morta. Dos animais que estão escondidos, e de algumas pessoas do meu povo que ainda mantém seus rituais, é que provém o restante de força para os Elfos.
- E porque seu esperma tem o poder de alimentar?
- Os Elfos me deram este poder, para que eu pudesse ganhar tempo. Devo esconder-me na Floresta Morta, longe de qualquer tipo de comida. Já que o exército de Glaxus não sabe desta minha habilidade, eles acham que eu devo estar morrendo de fome e que sucumbirei na floresta em pouco tempo.
- Você tem que ganhar tempo para quê? Porque não se juntou ao seu exército logo que foi expulso do reino?
- Meu povo foi pego desprevenido. Não imaginava que o Rei Henry tomaria esta atitude, criar um exército para que seu irmão tomasse a coroa do Oeste. Tenho que ganhar tempo para que Glaxus pense que estou morto, e para que meu exército esteja bem treinado. E também para que os Elfos dediquem-se a criação dos “Cinco Guerreiros Mágicos”, pois somente com eles, seremos fortes o bastante para enfrentar Glaxus e Henry.
- Cinco Guerreiros Mágicos?
- Sim, são cinco guerreiros cujo poder sobrenatural deve ser inserido dentro de seus corpos humanos pelos Elfos. Dentro de corpos humanos devidamente preparados, a força da magia não pode ser destruída pelos novos rituais pagões. E assim que estiverem prontos, teremos poder suficiente para derrotar o Novo Reinado. Poderemos então, trazer de volta um único e mágico Reino de Ozen, onde a liberdade de amar a quem se quer não deixará de existir.
- Certo, e vocês precisam de guerreiros bravos para esta causa, não é verdade?
- Com certeza.
- Pois bem, Príncipe Eive, pode contar comigo. Até porque eu considero justo defender a mão que me salvou e alimentou! Ou ainda, o pinto que me salvou e alimentou. Com minha própria vida!
- Será nomeado Sir Ekin, pela nobre atitude rapaz!
Após conversarem sobre o que faziam em suas terras antes de se encontrarem, ambos adormecem.
No meio da noite, Ekin é acordado por luzes estranhas, provenientes do lado de fora da caverna. Ele acorda Eive, e ambos vão verificar o que acontece lá fora. Armados com suas espadas. Nem sequer Ekin coloca a cabeça pra fora para espiar a luz, e numa velocidade inexplicável, um cabo, semelhante a um cipó, amarra-se em sua perna e o puxa para fora, levantando-o de cabeça para baixo, com uma força assustadora, carregando-o acima da copa das árvores pela floresta. Eive corre atrás dele, grita por ajuda aos Elfos, que provavelmente seriam os responsáveis por aquilo.
Os Elfos não respondem a Eive, e Ekin some no meio da floresta.





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