Episódio XX
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ue assim seja. – Concordou o Príncipe Eive, com a voz imperativa, mas com lágrimas nos olhos e o coração em frangalhos, guardando a espada dentro de seu cinto. Eive aproximou-se de Henck e estendeu-lhe a mão, em sinal de paz. Um padre de alto escalão do reino de Henry saía de dentro do castelo bradando e gritando:
- Soldados! Matem o príncipe! Ele não pode aliar nosso reino a estes pervertidos sodomitas! Aniquilem-no!
Os soldados de Henry se entreolhavam, olhavam para o poderoso exército de Eive e olhavam para o sacerdote.
- Guerreiros! – gritou Henck. – Não há mais espaço para desrespeito às diferenças culturais nesta ilha rica em escolhas! Prendam o sacerdote!
E os soldados escolheram o caminho mais fácil: prenderam os sacerdotes cristãos que não toleravam as diferenças culturais, sexuais e religiosas de Ozen.
...
Ao anoitecer, o barco de Henry que seguia rumo à Europa recebeu uma visitinha: Um morcego que saíra das cavernas de Nefaz com muita sede de poder, descobriu sozinho o paradeiro do rei e alojou-se dentro do barco.
Uma semana depois, um barco recém chegado de uma ilha desconhecida, chegava à Inglaterra.
Neste barco, havia apenas um tripulante, seu nome era Drattila.
...
DUAS SEMANAS DEPOIS
O Mago Daxat realiza o casamento entre Eive e Henck. Em seguida, começa uma festa que dura cinco dias, festa cheia de pompa e orgulho. Os príncipes uniram os dois reinos e agora dividiam apenas um castelo: O castelo Gni, que ganhava uma reforma digna de seus dois poderosos reis.
...
Após a unificação dos reinos, os cultos à mãe natureza pôde ser retomado. E o poder de fadas e elfos gradativamente foi retornando. E o inverno na ilha não foi tão forte quanto pensara Ekin.
...
Apesar da vitória de Eive, que trouxe a magia de volta à ilha de elfos e fadas, a vontade de transar com outros homens de Afles e Norax não passou... Afles e Norax tornaram-se os chefes da guarda.
Os dois se casaram e ficaram conhecidos como “Os Mestres”, iniciando os novos guerreiros quando estes entravam no exército ozin. Bem ao estilo ensinado por Ian, amigo do casal.
...
Eliant continuou como rainha das vanadizes.
...
Mas numa manhã qualquer, Ekin leva Eive até a torre mais alta do castelo Gni e confessa-lhe com a voz triste:
- Majestade. É chegada minha hora de partir.
- Ekin! Não faça isto! – Diz o Rei Eive. - Você sabe que não suporto a idéia de viver sem você! Casei-me com Henck, é verdade. Mas foi escolha sua, e uma forma de unir os dois reinos. Sabe que meu verdadeiro amor é você.
- Eu também gosto muito de você, majestade. Meu coração sempre dividiu-se entre o amor que sinto por você, e o amor que sinto por Ian. Mas você sabe que ele é o único que pode ficar ao meu lado. Você é o Rei, e por isso deve casar-se com quem for melhor para seu reino. Ian não é de ninguém, ele é só meu.
- Sim, eu sei. Por isso sempre invejei Ian. Queria estar no lugar dele.
O rei respira fundo e continua:
- Você sabe, Ekin, que nunca recusei a presença de Ian aqui. Como não posso ficar contigo, consolo-me em saber que estás em boas mãos, pois sei que ele lhe ama. Mas não posso aceitar idéia de viver longe de você... Não me maltrate assim, guerreiro...
- Majestade. Merlin diz ter uma grande missão. Seres mágicos da Europa informaram a ele que Drattila está atacando pessoas por lá, ao lado de seu filho, Draccula. A humanidade será destruída caso estes monstros continuem à solta. Sabes que somente um mago como Merlin e um guerreiro mágico como eu e Ian poderá enfrentá-los. Hoje somos mais necessários na terra humana do que na terra da magia.
Os olhos de Eive enchem-se de lágrimas. A única pessoa a quem ele realmente amou estava prestes a sair da ilha. E Ekin sabia no fundo que amava verdadeiramente somente a Eive. O que ele sentia por Ian era somente uma admiração gigantesca de pupilo pelo mestre.
E Ian era um homem que amava somente a si mesmo. Amava as aventuras, amava a guerra. Amava dominar e transar com quem quer que fosse. Ele era o dominador mor.
...
No dia da partida, Eive, Henck, Afles, Norax e Daxat vão ao porto despedir-se de Ekin, Ian e Merlin.
Todos se abraçam fortemente.
Eive abraça Ian e lhe diz baixinho em seu ouvido:
- Cuide bem do meu garoto, faça por ele o que eu não posso fazer, e alimente-o com bastante leite, para que ele sempre seja forte como é hoje.
- Pode deixar. - Responde Ian.
Em seguida, Eive abraça Ekin demoradamente e lhe fala baixinho, em prantos, com os lábios quase colados aos dele, com sua voz rouca, grossa e masculina:
- Me prometa que retornarás! Não permitirás que eu morra sem lhe ver novamente! Nem que seja por uma única vez!
Ekin aproxima-se de seu ouvido e diz baixinho com sua voz grave:
- Sim, meu verdadeiro amor! Eu prometo!
E o viking beija a testa de seu verdadeiro Rei.
Eive entrega-lhe um colar que lhe dará a proteção das fadas. Confeccionado por Morgana.
Quando volta para o lado de Henck, Eive é abraçado pelo segundo rei que lhe diz, confiante:
- Calma amigo, um dia você e o forasteiro poderão viver juntos para sempre. Daremos um jeito nisto.
Embora gostasse muito do Rei, Henck também casou em nome de seu reino. Pouco tempo depois do casmento, Henck apaixonara-se por Bern, o guerreiro viking que conheceu quando fizera uma visita aos nefazeus.
Bern era quem vigiava os trolls e orcs para que estes não subissem à superfície. Por isso Ekin não o encontrara na época em que esteve na caverna.
...
Dentro do barco, Ekin observa Eive até que toda ilha desaparece de sua vista.
...
No lugar da tempestade, Morgana, a Rainha das Fadas, para evitar novas invasões, cria uma bruma. Uma imensa neblina branca que mantém Ozen invisível aos olhos das pessoas que não tenham o coração puro.
Merlin, Ekin e Ian prometeram guardar segredo sobre a localização de Ozen. E para não levantar suspeitas, passaram a chamar a ilha de Avalon...
...
Meses se passam. Eive vive em seu reino, governando para seu povo. Mas não há um só dia em que não olhe para o mar e espere o retorno de seu amado guerreiro. Daxat aparece numa tarde qualquer trazendo um pergaminho.
- Majestade.
- Sim, mago, o que veio trazer-me?
- Notícias de Ekin.
O rei pula de seu trono. Ansioso por boas novas. Mas teme, pela fisionomia de Daxat, que as notícias não sejam muito boas.
- O que aconteceu, homem?
- Merlin informa que Drattila não foi derrotado. Ganhou muito mais poder.
Precisam de reforços.
Ekin e Ian entram na sala e o viking loiro declara:
- Majestade. Precisamos de muito mais força, precisamos do poder dos cinco guerreiros mágicos.
O rei corre em direção do viking e segura em seus cabelos. Em seguida, lhe dá um demorado e intenso beijo de língua. O rei não consegue responder ou controlar seus atos.
Assim que consegue parar de beijar Ekin, o rei olha para o mago Daxat, como se pedisse algo, mas não tivesse palavras para dizer. O mago lhe diz:
- Sim, majestade. Você deve ir. Ozen está segura agora. Temos Henck para nos governar até o seu retorno. É dever de um rei, com tamanho poder, zelar pela continuação da humanidade. Ainda que ela seja cruel e preconceituosa, é sua obrigação ajudar às boas almas.
Assim, Ekin, Ian, Eive, Afles e Norax, seguem rumo à Inglaterra.
A mesma terra que Ekin deveria saquear e roubar, mas que agora, o viking aprenderia a viver uma outra história, ao lado de todos a quem aprendeu a amar, de todas as formas possíveis.

FIM
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4 comentários:
Maravilhosa a história... eh tão difícil encontrar contos q tenham ao mesmo tempo um enredo inteligente e sexo... ainda mais dedicados ao público gls! Deve parabenizar-lhe por tal conto. abçs
caraca!
adorei passar boa parte da minha tarde de domingo aqui lendo o conto!
és um conto inteligente, sexy e muito bom!
adorei!
ate mais
Obrigado!!!! linda essas historia.
Os meus patrabens ao bloguista esta espetacular, adorei a historia! Tanto do ponto de vista gay como wicca! Espero que nos proximos tempos publiques outra com a mesma qualidade! Abraços
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