Episódio XV

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O SEQÜESTRO DE EKIN



kin está furioso. O bárbaro começou a achar que o fato de encontrar consigo mesmo neste momento, como se estivesse saído de dentro de um espelho, era um ato de Odin e todos os outros deuses em que acreditava. Eles deviam estar o amaldiçoando. Castigando-lhe por amar a outro guerreiro viking. Seria um irmão gêmeo idêntico? Não. Ekin não tinha irmãos. Apenas uma pequena irmã chamada Helda, mas que era muito pequena quando saiu de Frystborg.

Aquela cópia de si mesmo, aquele clone, só poderia ser castigo. Os deuses queriam deixá-lo louco. Mas Ekin não se daria por derrotado. Não permitiria que nem mesmo os deuses caçoassem de seu amor, o enganando daquela maneira. Armado de sua espada, Ekin atacou ferozmente sua cópia.

Sentiu que deveria aniquilar esta cópia de si mesmo, para mostrar aos deuses que não era fraco.
No coração do guerreiro também crescia a decepção, a certeza de jamais reencontrar Ian. O bárbaro partiu para cima do cavaleiro com toda sua fúria. Mas o clone não estava desarmado.
Conseguira uma nova espada neste tempo em que ficou ausente, e contra-atacou Ekin. Não tinha a mesma fúria de seu oponente, lutava com golpes frios e calculados.

O poder concedido pelos elfos tornara Ekin quase indestrutível. Como saber se o Cavaleiro Azul não era dotado da mesma força e poder? Estes pensamentos chegavam a ocorrer na mente de Ekin, mas não o suficiente para fazê-lo refletir. O ódio e a decepção eram maiores que qualquer sentimento.

Mas a frieza e a objetividade foram aliadas do cavaleiro. Após algumas investidas, com movimentos precisos, o Cavaleiro Azul cravou sua afiadíssima espada num grosso galho de árvore que estava acima de sua cabeça, jogou-se para cima deste galho e rodopiou em outro.
Neste meio tempo, um galho de árvore golpeia a cabeça de Ekin, deixando-o tonto, e sem sua espada.

Mais rápido ainda, o cavaleiro pulou para junto do bárbaro, e sacou de seu bolso um pano úmido. Em seguida, pressionou este pano contra o rosto de Ekin. O pano fora embebido em uma solução alucinógena. Ekin sente suas forças diminuírem, até que adormecesse por completo. Ekin conclui que tomara a decisão errada abandonando Eive.
Mas sentia que era tarde demais.

...

A tarde, aos poucos, se transformava em noite. O cavaleiro vestiu seu elmo novamente, e em seguida, coloca Ekin sobre seu cavalo, monta e seguem rumo ao norte. Penetravam cada vez mais nas entranhas da floresta, quando, no meio do caminho, o cavaleiro azul é pego de surpresa.

Eive e seus soldados, que procuravam por Ekin há algumas horas, sobre seus cavalos, avistam a cena. Vêem um cavalo cinza com um homem vestido de armadura azul e mais um corpo sendo carregado. Desesperado, o príncipe começa a perseguir o Cavaleiro Azul.
Sabia que o corpo só poderia ser o de Ekin.

A escuridão da noite começava a tornar-se densa na floresta. Enxergar algo se tornava cada vez mais difícil. Os três cavaleiros mágicos erguem suas clavas fenomenais, que começam a brilhar, iluminando todos os cantos da Floresta Nefaz.

Mas a floresta era traiçoeira. Movidas por uma magia que os soldados de Eive desconheciam, as árvores mudavam de lugar, atrapalhando a perseguição do príncipe e de seus soldados contra o Cavaleiro Azul. De repente, nada mais se podia ver.

O rastro do cavalo do cavaleiro azul desapareceu por completo. Como ocorrera na tarde em que Glaxus fora morto. A densa neblina do inverno que tomou conta de Ozen aumentava, e o frio crescia. Eive e seus amigos não conseguiam avistar pegadas ou sinais que indicassem para onde o cavalo poderia ter ido.

- Alteza! É certo que já devem estar agora nas cavernas dos nefazeus. – Disse Norax.

Eive não conseguia conter o desespero. Mas tentava disfarçar, em vão.

- Soldados! – Bradava o príncipe. Sem Ekin não teremos a mesma chance que teríamos contra o exército de Henry. Além disso, ele é um dos nossos. Não podemos abandoná-lo à sua própria sorte. Mesmo que tenha sido uma escolha dele.

- Certo, Vossa Alteza.- Disse Afles. - Mas como faremos para encontrar a entrada das cavernas?

- Eu sei como. - Disse o príncipe. – Sigam-me.

Eive segue rumo ao norte.

...

Após algumas horas de caminhada, chegam a um local onde as árvores tornam-se maiores, mais próximas e menos rebeldes. Eive aproxima-se de uma enorme pedra de formato fálico.

- É aqui. – Diz o príncipe com voz firme e furiosa. - Para abrir o caminho que dá acesso às cavernas é necessário molhar a pedra com tipos diferentes de esperma.

Eive tira o pau pra fora e começa a se masturbar. Afles chega em seguida e segue o exemplo de seu príncipe. Logo é seguido por Norax e pelos demais soldados. A maioria dos soldados fecha os olhos para imaginar uma cena excitante. Afinal, não é fácil se excitar com alguém em perigo.

Drattila, de olhos bem abertos, agacha-se bem ao lado de Afles ao vê-lo se masturbando. Tentando não levantar suspeita, inclina-se para ver se o jato de porra do guerreiro voa perto dele. Quer um pouco daquele esperma para tornar-se um guerreiro mágico.

Norax assiste a cena com muito tesão. Excitado pela cena, é o primeiro a gozar. Seus gritos excitam Afles, que goza em seguida. Nada atinge a boca de Drattila.

Outros soldados gozam logo depois, e esporram sobre a porra de Afles. Fazendo uma mistura de esperma. Drattila irrita-se, mas ainda assim, não perde as esperanças. Para levantar-se, apóia-se na pedra com a mão em cima de toda a porra, tentando não levantar suspeitas. Goza em seguida.

Muito preocupado com o destino de Ekin, Eive não consegue gozar. Mas a quantidade de esperma sobre a pedra já a faz dar sinal de vida. Ela treme, e suas fendas começa a se afastar, tornando-se cada vez maiores.

De dentro da pedra, luzes são emanadas. Isto clareia toda a região da floresta em torno dos soldados. Todos se encantam com a luz que sai de dentro da pedra.

Drattila aproveita a distração do grupo para lamber a mão que apoiou no esperma de Afles. Mesmo sabendo que naquela gosma encontravam-se espermas de outros soldados que não eram guerreiros mágicos. Não sentiu um comichão imenso como quando Norax gozou dentro de si, mas sentiu um pouco de vertigem. Torceu para que fosse o suficiente. Agora só restava o esperma de Eive e Ekin.

...

Afles é o primeiro a tentar entrar na caverna.

- Cuidado!- Advertiu Eive. - Dentro destas cavernas existem seres e monstros que protegem o reino dos nefazeus.
- Alteza, como você pode saber tanto sobre estes seres estranhos? – Pergunta Norax.
- Como príncipe, eu fui obrigado a estudar sobre eles, guerreiro. – Disse Eive, friamente.

Eive sabia que entrar naquelas cavernas para salvar Ekin era muito perigoso. Quase uma sentença de morte. Mas seu coração o ordenava a fazer isto.

...

Ekin acorda. Está numa gruta. O local é uma espécie de quarto. Um ambiente bem iluminado, limpo e belo. A temperatura é muito agradável, úmida no ponto certo. O bárbaro nunca vira tanto conforto e requinte num mesmo local. Neste quarto, havia móveis produzidos na melhor madeira que existe. Tecidos das melhores espécies teciam sua cama – e atavam seus braços.

Lençóis de seda cobriam seu forte corpo musculoso. Com exceção destes poucos lenços, Ekin estava nu - e perfumado. Ekin tenta livrar-se das amarras, mas neste instante, um homem entra em seu quarto. Era o clone. Também vestia somente um lençol de seda amarrado por uma fita dourada sobre seu corpo nu.

- O que quer fazer comigo? Se é que já não fez? – Pergunta o viking.

O clone, mais uma vez, fala palavras incompreensíveis. Voz que sai baixa, num tom extremamente carinhoso. O clone senta ao lado de Ekin e começa a acariciar seus cabelos.
Em seguida, põe um pouco de água num copo de cristal e oferece ao bárbaro. Ekin está com muita sede. Bebe sem hesitar.

Ekin percebe, pelo olhar, que o clone não quer lhe fazer mal. O clone abaixa-se sobre seu rosto e beija sua face.

“Talvez não seja um castigo dos deuses afinal... – Pensa Ekin. E sim um presente...”

O clone verifica o estado físico de Ekin, avaliando cuidadosamente com suas mãos se não há feridas. Ekin sente o toque de uma pele idêntica à sua percorrendo seu corpo.

O clone aproxima seu corpo. Sussurra mais algumas palavras perto do ouvido de Ekin e aproxima lentamente seus lábios dos mamilos do bárbaro. E lentamente, começa a sugá-lo.

Ekin não entende porque está sendo tratado daquela forma pelo seu clone. Embora pense em voltar para Eive, quer entender porque aquilo está acontecendo. E não dificultar o jogo parece ser a única maneira.

A língua do clone é quente, mais quente que o normal. Sua boca vai descendo pelo peito de Ekin, pelo abdômen torneado, descendo mais e mais, até atingir o pênis do viking.

O clone olha para os olhos de Ekin, que excitado em ver a si mesmo fazendo aquilo, transmite aprovação no olhar. Mas o clone não põe a boca no pau de Ekin, que está duro.
Sua língua desce mais e procura o ânus do guerreiro.

Aquela língua mais quente do que o normal dá a Ekin uma sensação nunca experimentada antes. Nunca sentira uma língua no cu antes. E do modo como aquela língua era quente, a primeira vez estava sendo inesquecível.

Ekin contorcia-se de prazer e seu sósia metia a língua mais e mais fundo. Aos poucos, o clone foi posicionando Ekin numa posição estratégica, de ladinho sobre a cama e parou de lamber. Ekin abriu os olhos e resolveu espiar para saber o que acontecia.

Seu sósia apontava seu grosso e imenso pinto duríssimo para o rabo de Ekin. Ekin embora confuso e assustado, estava excitado em ver-se penetrado por si mesmo. Abaixou a cabeça e suspirou. O clone coloca seu membro devagar, abrindo as entranhas de Ekin lentamente.
Mas uma vez dentro, logo metia com força e velocidade. Em pouco tempo, goza loucamente, inundando o interior do viking com seu esperma.

O bárbaro respira fundo. E quando o clone abre a boca mais uma vez, Ekin entende todas as suas palavras:

- Espero que agora esteja bem menos irritado comigo.

Ekin suspira. Em tom de irritação pergunta:
- Escuta cara, quero saber quem é você e o que quer de mim...

- Todas as respostas lhe serão dadas agora.

O clone vira-se para trás e chama:

- Merlin! Ian! Por favor!

Por dentre as cortinas que dão acesso ao exterior daquele quarto, entra o homem que Ekin tanto desejara reencontrar, fazendo com que seu coração bata numa velocidade alucinante.



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