Episódio VII

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VAMPIROS E VANADIZES

rattila se encontrava fisicamente melhor e já acompanhava os soldados normalmente. Mas dentro de si, sentia uma sede inexplicável. Bebera todo o conteúdo de seu cantil. Ainda assim, parava a todo momento para beber junto a algum rio que corresse pelas fendas do complexo de cavernas. Aquilo chamara a atenção de Norax, que resolveu perguntar a Eive:

- Será que esta sede tem algo a ver com o sangue do Draggotah?
- É bem possível. Embora se tenha observado existir efeito de cura, o sangue do animal reage diferentemente em cada ser humano.

Embora apressados e apreensivos, já que a equipe procurava há horas, e sem encontrar vestígio do vilarejo dos nefazeus, os soldados resolveram descansar um pouco, revezando o sono. Acomodaríam-se em pequenos túneis apertados, buracos estratégicos, de onde se podia observar e manter vigilância contra Orcs ou Trolls. Para que coubessem dentro destes cubículos, dividiram-se em quatro equipes e dormiriam dentro de túneis não interligados entre si, mas eram todos visíveis uns aos outros, caso alguém pedisse por socorro.

Como a caverna era bem iluminada por uma fonte de luz que não havia como saber de onde vinha, era impossível separar o dia da noite. Mas, por causa dos riscos, e da iminência cada vez mais próxima de um ataque de Henry ao Castelo Gni era necessário que os soldados dormissem o mínimo possível.

...

Em Nefaz, com os passar das horas, todos os nefazeus recolhiam-se cada um a sua gruta. Alguns se reuniram em grupos de quatro ou cinco homens e seguiam em grupo para o quarto. Fariam uma espécie de culto aos elfos feito pelos nefazeus, que envolvia bebida e sexo entre si. Ian observava estes grupos se reunirem, podia ver da porta da gruta onde estava com Ekin. Virou a cabeça em direção a Ekin, e perguntou ao guerreiro, com sua habitual frieza e masculinidade:

- Sinto que não está confortável. Porque não participamos de um culto para que possa se “enturmar”?

Embora quisesse agarrar a Ian, beijá-lo e transar com ele, Ekin sabia que algum destes atos o tornaria um nefazeu e o faria esquecer Ozen e Eive. A cada minuto que se passava, Ekin ficava mais preocupado com o destino de Eive e de Ozen. Não tinha cabeça para mais nada... Não respondeu a Ian. Mesmo depois da revelação de Merlin, Ian não lembrava com detalhes quem era Ekin. Sabia somente que sentia algo muito forte por ele. Mas acreditava ser somente sua beleza. Ian não se lembrava de Frystborg. Não se lembrava que fora seu mestre. E que sempre lhe reforçara traços como bravura e lealdade.

- Onde estão minhas roupas, homem? Preciso ir... – Dizia Ekin.
- Não pode. É um dos nossos agora. – Ian se recusava a dar qualquer informação e impedia Ekin de atravessar a porta da gruta. – Só sairemos deste quarto se aceitar participar de um culto nefazeu. Lá, lavado pelo esperma de outros homens, se tornará um nefazeu e esquecerá o mundo exterior.

“O esperma.” – Pensou Ekin. Como num quebra cabeça, Ekin lembra que todo tipo de magia em Ozen foi depositada pelas ninfas e elfos no esperma de determinados homens. Como num recurso para carregar a magia num lugar seguro, fadas e elfos depositaram na semente masculina de alguns homens a transmissão de suas informações mágicas.

Afles e Eive foram os primeiros a receber esperma mágico. Estes enseminaram Ekin, que passou a produzir espermas mágicos, e em seguida estes espermas também foram inseridos em Norax, transformando-o.

Além disso, quando o clone gozou dentro de Ekin, seu esperma fez com que Ekin aprendesse a língua nefaz. E dava para perceber nas palavras de Merlin que, se muitos nefazeus gozassem dentro dele, ele se tornaria um nefazeu.

Ekin concluíra então que se ejaculasse dentro de Ian, era possível que ele se tornasse um guerreiro mágico. Pois a semente de Ekin foi atrás dele, assim como anunciado pelas ninfas. Ekin não podia perder mais tempo.

- Tudo bem então, amigão! – A fisionomia de Ekin mudava de preocupado para feliz e excitado. – Só que antes de nos juntarmos aos outros, porque não fazemos um culto só nosso? Aqui mesmo?

- Agora sim, garoto, está falando a minha língua! – Ian concordou, e num simples puxão retirou o lençol que cobria seu corpo.

Ekin agachou-se e sua boca matou as saudades que sentia daquele belo pênis que fora o primeiro a adentrar no jovem viking.

Ian fecha os olhos e delira. Aquela boca máscula e quente trazia de volta emoções e recordações que sua mente tentava bloquear, mas que seu subconsciente sabia de onde vinha.

Ekin sugava aquele pau com um desejo contido a muito tempo. Não tinha o sabor incomparável do pau de Eive. Mas ainda assim, era um pau de sabor único.

Para atingir sua meta, Ekin tira a boca do pau de Ian e sua língua passa a percorrer o caminho da virilha. Ekin afasta as pernas de seu mestre, e começa a procurar pelo ânus.

Talvez quando Ian era mestre de Ekin, aquela situação seria impossível. Ian era um homem que usava outros homens mais jovens e inexperientes para suprir as necessidades sexuais de alguém que passava muito tempo longe de mulheres. Jamais permitiria que um outro homem explorasse seu ânus com a língua.

Mas, ao tornar-se um nefazeu, não lembrava mais das limitações na arte de sentir prazer ao lado de outro homem. Passara a aceitar tudo o tempo todo. Ekin sabia disto. E sua língua explorava o rabo de Ian com vontade e volúpia. Em seguida, Ekin se levanta aos poucos, lambendo cada parte do corpo de seu mestre. Totalmente em pé, Ekin faz com que Ian se incline, para poder penetrá-lo.

- Não, isso não, rapaz! – Ian levanta-se. – Eu quero botar em você. Você não vai botar em mim.
- Calma, meu senhor. – Ekin tenta não perder o controle de seus planos. – É só uma vez. Depois deixo você meter em mim o resto da noite.

Ian começa a afastar-se, não quer dar para o rapaz. Mas, neste momento, o pênis de Ekin deixa sair uma babinha, de tão duro que está. Esta babinha tem um cheiro forte, mágico. Causa um efeito hipnótico em Ian. É o chamado da semente.

O cú de Ian começa a piscar. Sente vontade de ser penetrado. Seu rabo sente uma inexplicável fome de levar rôla...

Ian não fala mais nada, abre as pernas e com as mãos, expõe seu belo rabo levemente peludo.
A lubrificação da cabeça de Ekin é tanta, que nem precisa auxiliar com um cuspe...

Ekin sabe por que aquilo acontece. Ian é predestinado a se tornar o quinto guerreiro mágico. O pau de Ekin entra suave em seu mestre, sem resistência. Uma vez com o pênis totalmente enterrado, a volúpia de Ekin cresce de uma maneira doentia. E ele começa a meter freneticamente dentro de Ian.

Ekin prensa o mestre contra a parede e segue metendo violentamente, sentindo cada pressão que o rabo de Ian lhe proporciona. Ian sente suas pregas rasgarem. Mas ainda assim, é uma sensação boa. O jovem rapaz sabe meter como ninguém.

Aquele troço imenso dentro de si pulsa cada vez mais rápido, e a pressão interna e deliciosa, faz Ian gozar sem por a mão no pau. Ekin goza em seguida. Ian sente seu cu latejar a cada espasmo do pênis de Ekin dentro de si. Em seguida sua cabeça começa a doer, e a latejar como seu cú.

Ian começa a acordar de sua lavagem cerebral.
...

Depois de algum tempo tentando revezar o cochilo de seus soldados, Eive conclama a todos os soldados para que se levantem. Pede a todos que se reúnam numa espécie de salão maior, dentro do complexo de cavernas. Mas um dos quatro grupos, aquele que acompanhava Drattila, o chefe da guarda, não saiu de sua toca... Os soldados dirigiram-se à toca restante para averiguar porque não atenderam o chamado de Eive.

À entrada da toca, um soldado chama mais uma vez. Não obtém resposta. Eive aproxima-se e ilumina a toca com sua clava mágica.

Os soldados estão mortos. Seus corpos não contém mais sangue. Também não encontraram nenhum sinal de Drattila. Deve ter fugido pelo outra saída que havia nesta toca.

Infelizmente, além de monstros como Draggutahs, Trolls e Orcs, além de estarem praticamente perdidos, além de terem perdido Afles, os soldados de Eive ganhavam agora mais um inimigo.

...

Ian retira uma armadura azul do arsenal dos nefazeus e entrega outra na mão de Ekin.

-Vamos, soldado! Verdadeiros guerreiros nunca fogem de uma batalha de honra!

Ambos vestem-se rapidamente e seguem em direção do haras, onde encontram-se os cavalos.

Chegando lá, encontram Merlin, vestido de cavaleiro e armado, com vários guardas de armadura azul atrás dele.
- Aonde pensam que vão, soldados?

Ian fecha a cara. Tem ódio no olhar. Não gosta de ser contrariado.
Ekin se propõe a falar:
- Mago Merlin. Se permitirmos que Eive seja derrotado, o povo não poderá mais fazer cultos à deusa e a mãe natureza. E nunca mais haverá fadas, ninfas ou elfos para que possa haver magia. Acredita que sem fadas, elfos ou ninfas, os nefazeus existirão para sempre?
- Eu já ajudei a salvar Eive e seu reino, lançando flechas de água sobre o fogo que consumia seu castelo. Não podemos nos envolver mais.
- Se não nos envolvermos mais, não haverá magia para manter os nefazeus vivos.

Merlin fecha a cara. Está irritado. Sente que um mortal idiota tem mais razão do que ele.

...

- Vamos soldados, não podemos ficar lamentando. – Grita Eive. – O tempo se esgota. Nosso reino depende de que encontremos Afles e Ekin.

Norax aproxima-se de Eive e pergunta:
- Tem tanta certeza de que podemos encontrá-los vivos?
- Não sei onde estão, meu amigo! Mas a pouca força que restou dos elfos diz, dentro de mim, que sim, que vivos ele estão! E que precisamos encontrá-los.

Os soldados seguem, certos de poderem encontrar alguém. Mas pouco espaço percorrido depois, encontram as saídas fechadas. Sobre cavalos, inúmeros soldados de armadura rósea saem de cada galeria que a caverna possui, impedindo os soldados de Eive de prosseguir caminho.
São as vanadizes.

...

Dentre as várias mulheres ali presentes, uma amazona aproxima-se dos soldados.

- Onde pensam que vão? – Pergunta.
- Não pretendíamos incomodá-la, senhorita. - Diz Eive com uma voz máscula e quase rude. – Estamos à procura de Nefaz.

A moça põe as mãos atrás da cabeça, e abre a fivela, retirando o elmo em seguida.

- Eliant! – Grita Eive.

- Não sei mais quem é essa pessoa! – Responde a amazona, indiferente à surpresa de Eive. - Mas sei de uma coisa, você deve ter feito muito mal a mim no passado. Só lembro que sinto muito ódio de você, pois quase morri por sua causa. Eliant girou seu cavalo, e conclamou as amazonas:

- AMAZONAS! CAPTUREM OS SOLDADOS!

Não adiantaria tentar conversar. Mesmo com soldados cansados, Eive sabia que Eliant guardava um ódio muito grande dentro de si, uma vez que todas as evidências indicavam que ela havia o visto transando com seu marido. Não havia outra alternativa a Eive que não fosse revidar o ataque.

- SOLDADOS! À BATALHA! – Gritou o príncipe.

Eive e Norax levantam suas clavas mágicas e partem para a batalha contra as amazonas.



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